A preferida

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DAMA DE VERMELHO

quinta-feira, 8 de julho de 2010

"NEM O TEMPO DE DAR UMA RISADA..."


Estava eu na Universidade, logo cedo pela manhã, quando me bateu uma grande vontade de escrever.
É sempre assim. Há em mim uma inspiração que eu trago incorporada para, a qualquer momento, eclodir.
Ah, o que será a felicidade? Costumo dizer que para ser feliz é preciso, em primeiro lugar, amar a si mesmo. Em seguida nunca guardar rancores. Estes sentimentos corroem o coração e dilaceram a alma. Valha-me Deus!
Tenho sempre em mim o projeto de vida que é escolher o lado que brilha mais, o sol. Há quem acompanhe os queixosos, sempre com lamúrias e que se tornam infelizes por quererem.
A felicidade consiste em harmonia. Assim, é preciso descobrir o contentamento e não, necessariamente, ser deslumbrante.
Não é preciso sofrer com exagerados compromissos, cuja finalidade é a de manter um alto padrão de vida, adquirir bens em excesso e deixar os filhos fora da realidade.
Ser feliz implica tempo para lazer, para desfrutar com a família e não ter que viver sempre ocupado. Já ouvi uma frase que me deixou pensativa:"Nem o tempo de dar uma risada."
Será que isso é qualidade de vida ou uma cruz muito pesada?
Sabemos que as idéias são muitas, mas as Receitas prontas para seguirmos não temos. Daí porque nada de sentimentos de culpa quando tudo dá errado ou não é previsto...
Enfim,me parece que somos melhores do que pensamos ser. A regra, quase sempre, é descobrir-se na sua essência e amar a si mesmo! Vem daí a felicidade que desejamos...

(*) a crônica de hoje é o resultado dos dias agitados que venho tendo...leiam e comentem, se quiserem, distintos leitores de todo dia!!!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

POR UM MINUTO...


Deixa que eu esqueça por um minuto que a vida não é tão generosa quanto parece.
Deixa que eu acredite nas pessoas, por mais que me desprezem ou que não sintam a minha carência de afeto.
Deixa que eu nunca perca a esperança que faz os meus dias serem mais tranquilos.
Deixa que fiquem sempre manifestos os meus aplausos pelo seu sucesso.
Deixa que eu me comporte sempre com decência, resultado da minha genética e da minha educação.
Deixa que as ilusões se afastem de mim e que eu nunca me permita ficar acuada perante as agressões que eu não mereço.
Deixa que eu ame a vida e que se um dia ela me parecer amarga que eu saiba traçar novos caminhos.
Deixa que eu compreenda e me conforme com os desejos não realizados, que eu não reclame do que eu não pude fazer.
Deixa que eu entenda os meus limites, por vezes tão ínfimos...
Deixa que eu possa crescer com humildade, que eu nunca deixe de perdoar, que eu ajude os marginalizados e que eu me doe sem lamentações.
Deixa que eu encontre o caminho da felicidade, que eu não deixe passar o tempo e que eu nunca tenha do que me arrepender...
Deixa que eu saiba ajudar o outro a ser feliz.
Deixem que eu não fique a esperar o retorno do carinho e das orações que eu fiz por vocês.
Deixem que eu viva em paz por um minuto...

(*) a crônica hoje é a minha inspiração diferente. Leiam. Só lhes peço uma coisa: não comentem...

terça-feira, 6 de julho de 2010

ESTRAGAR O ESPLENDOR DA NATUREZA...


Não chego ao extremo de afirmar que nos tempos de hoje paramos, com facilidade, para pensarmos no cotidiano das coisas. Há sempre algo a fazer.

Também, não nego que o nosso século nos leva a vários questionamentos que nos deixam perplexos diante de tantos contrassensos.
A modernidade e a pós modernidade implicam asssociar à satisfação de muitas coisas grandes realizadas.
Em contrapartida a Tecnologia avança em proporções inesperadas, enquanto nos sentimos inseguros e amedrontados diante do mundo com que nos deparamos.
Falamos em tempos modernos, no desenvolvimento das máquinas, achamos, por vezes, que estamos engajados em tantos adiantamentos e nos pegamos sozinhos num quarto, que só nos provoca incertezas e as célebres solidões.
Diante de tantos avanços, surgem as indagações que, talvez, não fossem esperadas. O que é feito do humanismo? "ainda existe a família como chão seguro onde pisamos por toda a vida? o que será de nossos filhos? vale a pena ter filhos?"
Ficamos muitas vezes sem respostas e nos surpreendemos com o medo de pensarmos no palco que existe em nossas vidas e que um dia teremos diante de nós, como uma porta que se abre, sem nunca ter se aberto, e onde nos deparamos com a derradeira casa, que é a morte.
Mal começo a questionar tamanhas incertezas, já passo a fugir destas indagações, como se pudesse ser mais feliz, deixando de lado o que me traz conflitos e o que me proporciona problemas emocionais.
Ainda irei conhecer melhor a relação dos tempos modernos, que logo ficam antigos, e sua relação com o humanismo, que jamais poderá deixar de existir, numa perspectiva amedrontadora da tecnologia superar o humano.
Não chegou o momento. O meu blog reflete quase que, principalmente, os sentimentos em via dupla, indo e voltando.
Deixo de lado esse tema por hoje. A tarde está bonita e não cabe a mim , mesmo como fuga, estragar o esplendor da natureza...

(*) A crônica, deixo para os leitores uma interpretação. Leiam e comentem no blog.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

E MAIS AMOR...


Gosto quando a noite cai e começamos a nos desligar das luzes extremamente claras a nos mostrarem todos os defeitos do que há de menos belo.
A noite é um deslumbre, principalmente em lugares estonteantes e magnificamente maravilhosos. Ainda não conheci, mas sei, de perto, através de filha minha, que Paris é um sonho. A noite mostra uma Torre Eifell iluminada, em cores diversas, seja com muitos raios luminosos ou brilhante em sua totalidade.
Um dia, muito breve, estarei lá a aplaudir todo esse espetáculo, que já vi num turbilhão de fotos. E que fotos, trazendo jovens tão lindos quanto maravilhosos.
Gosto quando a noite chega porque me vai levando as sombras que ficaram de pequenas rusgas, tão sem graça , quanto a ponto de fazerem rirmos. A dupla face da vida...
Amo a noite que traz um céu estrelado e uma lua cheia a iluminarem a natureza pródiga e enfeitiçante.
Gosto quando a noite chega em hora certa, terminando com o dia cansativo ou com alguma tristeza, que se faz maior ao meio dia. Ouvi dizer por pessoa de grandes conhecimentos que a depressão bate mais forte ao meio dia da segunda feira. Isso para quem é deprimida ou em tempos de perdas. Será?
Gosto quando a noite chega e eu me visto como grande dama para viver os seus mistérios ou a própria vida noturna com tantos oferecimentos glamurosos.
Gosto quando a noite chega e adentra a madrugada. Quando durmo , alivio o corpo e a mente, sonho e realizo muitos desejos recalcados. Quando Freud "é" capaz , em suas interpretações,de desnudar todos os conteúdos.
Gosto quando a noite chega, trazendo o amor maior, mais prazeroso e mais amor...

(*) a crônica sai pequena, mas me faz bem....Leiam e comentem no blog.

domingo, 4 de julho de 2010

PORQUE QUERO VIVER....


Deixei que a inspiração aparecesse de repente, sem nenhum prejuízo do blog. Com tantas crônicas publicadas já precisam ser selecionadas.
Ontem à noite deitei-me no divâ do meu quarto de estudos com as janelas completamente abertas. Boa Viagem é um sonho!
Permiti-me olhar todo o céu que se descortinava, dando uma visão de noite em momento de pura reflexão e imaginação.
A gente não deve poupar estas horas, quase uma noite de criação, em que o silêncio e o pensamento se unem e dão ao indivíduo o poder de ver melhor a natureza tão pródiga.
Quando se está aberto ao espetáculo da vida, com ou sem amarras, pois estas também são boas quando servem, na hora exata, de âncoras, o momento parece único. Desfrutá-lo será tudo, talvez, do que estamos necessitando.
O dia de ontem, com todas as suas nuances, me levou a boas reflexões e a necessárias ações. Joguei fora, "no porão" do inconsciente, algumas poucas tristezas. Deixei a sala revestida de tudo que há de mais maravilhoso.
Mais do que nunca, concordei com a premissa de que " a vida a gente é quem decide." Há caminhos a seguir e outros a serem mudados. Já ouvi dizer que conservar um nariz de palhaço, quando o mundo está aí a nos oferecer mudanças que levam ao nosso bem estar, é burrice.
E mais , ainda, falar é bom, mas dar muitas explicações provocam desinteresses e tédio. Detesto estar entediada, meus leitores de todo dia.
Muito já falei da morte, mas talvez não tenha ficado claro que é porque quero viver. Falei de tristeza porque quero sempre ser feliz.
Tudo, ou quase tudo, pode ser mudado, menos as fatalidades.

(*) A crônica sai depois de tres dias, abordando tema diferenciado. Penso que sim. À medida que escrevemos, procuramos crescer....Leiam e comentem no blog. Muito aprecio..

quinta-feira, 1 de julho de 2010

ATÉ O INFINITO DOS MEUS OLHOS.....


O tempo tem sido curto para dar conta da preparação do meu livro, trabalhar, organizar a minha casa e ainda aguentar filigranas de falta de entendimentos, aqui e acolá.
Estou com o Livro intitulado AS MULHERES DE FREUD, de John Forrester, presenteado por minha filha Luciana, e comprado na Livraria Cultura, nas suas andanças intelectuais que fazem bem o seu perfil. Assim sendo, comprou o referido livro, sabendo do meu interesse por minha profissão de Psicóloga, entrando , também, pela Psicanálise. Enfim, como boa filha que é, querendo me agradar, como sempre faz, e me entreter nas horas em que estou sozinha. Muito meiga, tenho por ela todo o meu amor.
Está na minha cabeceira o estimado presente, apenas folheado, onde se pode ver pela leitura mais que dinâmica, que se trata de assuntos interessantes e importantes, quando entro na área da minha formação. Afinal, deveria ter sido Advogada por uma vocação que foi frustrada, o que não anula a minha atração por tudo que diz respeito a minha graduação. Grande profissão, não muito reconhecida pelas pessoas de conhecimentos não abrangentes, ignorantes( porque ignoram )a importância de um tratamento psicológico, sendo ou não, dependendo das idades,ludoterápicos ou psicoterápicos.
Lembro-me bem de quando iniciei a trabalhar, começando como psicóloga, lidando com pacientes especiais e adentrando na Psicologia Escolar. Ensinei em Faculdade, Esuda,e tive Consultórios particulares, sendo um no próprio Esuda. Tempos bons. Tantos trabalhos gratificantes. Eu tão jovem e com tanta garra ,sentia-me muito bem.
Tentei praticar os meus ensinamentos recebidos na Católica, abraçando a profissão com toda ética e dedicação.
O tempo me levou para outros caminhos. Não fiz o balanço dos resultados. Na época, frustrada por um Concurso, onde galguei a segunda nota mais bem colocada, diante de mais de vinte e cinco mil candidatos,e quando fui ludibriada e perdi a minha grande chance.
Pessoas no meu caminho me deram esse presente de grego, mas, talvez,elas, ainda, conheçam ou reconheçam a maldade castigada. Valha-me Deus, não quero assim...
A justiça na terra não me deu, por enquanto, a sentença final. Quem sabe tenho o prazer de ver um Juíz muito respeitado me agraciar com um Desfecho feliz...
Mas , e aí fui me engajando no campo da LEGISLAÇÃO de Pós´Graduação e, trabalhando em Universidade, tornei-me mais ligada às Leis do que ao comportamento humano.Que tanta diferença!!!! tantas leis a serem cumpridas. e o comprtamento humano esquecido na pauta do dia.
Tenho saudades em certos momentos. A vida é um dia sim ,outro não.
Em todos os meus contatos vou dando algo de mim como psicóloga,embora marcada por essas situações adversas. Ainda bem que na Universidade sou reconhecida pelo saber e conhecimento de causa. Já é alguma coisa, não é leitores?
Detenho um conhecimento específico que não muitos têm.
Sentei-me para fazer um texto leve e fui pela tangente, quase como um desabafo. Pelo menos, fica registrado um pouco da minha vida, que alguns desconhecem.
Mas, lá fora está muito bonito, apesar do tempo ruim. Vou sentar na varanda e visualizar a paisagem até o infinito dos meus olhos...isso me faz bem e me leva à reflexão e ao devaneio!!! Poético além da conta.

(*) A crônica foi o que me veio à mente, escrita com a pena da saudade e do saber. Leiam e comentem no blog. Eu conto 1,2 e 3 e você me dá este prazer.

E JULGAMENTOS PRECIPITADOS.....


A vida vai caminhando, tomando novos rumos e, por mais que nos desliguemos de alguma coisa, sempre sobra o que nos deixa a refletir. Sinto-me alheia, mas não insensível. Quem crê em Deus haverá de se preocupar com os seus vizinhos.
Mas, chamada a falar sobre relações entre amigos, abordei um tema que fez vibrar a platéia. Não sei se pela eloquencia de minha voz ou pelo conteúdo em si.
Os relacionamentos de amizades, construídos à base de falsidades encobertas, sempre se desfazem mais cedo ou mais tarde. Não resistem à falta da verdade , da transparência e do amor/amizade.
Aconteceu assim: foram encontros, interesses trocados ou usados, fragilidades protegidas e mais e mais. Lembro-me das palavras faladas, comentadas e exaltadas.
Na verdade, foram palavras que terminaram com palavras, nada mais que palavras. Não deixaram nada de concreto. A superficialidade norteou o clima.
Sem afinidades, não existem possibilidades de aconchegos. Interesses e vontades de aproximação, para passarem os segundos , ficam por aí. Não se sustentam no tempo, que se encarrega de mudar as direções. Pura verdade!
Foi um relacionamento que "não estava escrito nas estrelas". Exacerbações de palavras, de carinho , tudo sem aprofundamento. De tanto não ser verdadeiro, terminou em separação o que nunca se caracterizou como boa relação. Incrível esta maneira de se aproximar, criando terminologias bonitas, tão lindas quanto engraçadas. Deus dos céus...
A vida é mais do que complicada. Nada foi consolidado e quem sorria, hoje chora.
O tema de relações de amizade deveria ser bem estudado. As pessoas adultas deveriam ser mais sentimentos e menos falsidades forjadas.
Sou fiel aos meus princípios de autenticidade e de bons sentimentos. Dessa forma, a expectativa da verdade sempre se torna realidade.
No caso acima falado, restaram sombras de um pseudo relacionamento, que de amizade nada teve.
É o mundo dando voltas e a platéia assistindo o que já havia projetado.
De tudo, nos resta uma lição: nada de julgamentos precipitados....valeria á pena? e agora, arrependimento e pedido de perdão?

(*)A crônica foi feita baseada na Palestra.Mostra uma relação decadente de pseudo amizade, posto que sem doação verdadeira nada se constrói. Ela se destrói com o tempo e por si mesma. Leiam e comentem no blog.