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DAMA DE VERMELHO

domingo, 30 de maio de 2010

ELES VOLTARAM A ANDAR?


Um silêncio descomunal apodera-se desta tarde de domingo, caracterizando bem um final de semana que se vai e onde o que nos resta é se preparar para o trabalho de amamhã.
Sinto que , mais do que ontem, as coisas vão se acomodando e se encaixando, deixando para trás os resquícios da depressão do sábado um tanto enfadonho...
Estou satisfeita por ter visto, hoje, a minha mãe. Mais esperta, manteve conosco uma conversa, se não lúcida, melhor do que nos outros dias.
Impressionou-me o fato de como a condição dela, de não andar mais, lhe pesa na mente, mesmo um tanto confusa.
Perguntou-me pelos filhos que estava querendo vê-los, naquele momento. Em dado instante, indagou-me se eles já estão andando. Inicialmente, me veio a idéia/ certeza, de que ela estava voltando aos tempos antigos dos filhos crianças. Logo depois, me disse: eles voltaram a andar?
Mãe: com certeza que você e muitos outros, nesta situação, não mereciam este padecer de terem ficado semi-paralíticos, sem justificativas, sem Diagnósticos médicos para tanto. Falo isto aqui, evidentemente...
A vida, meus leitores, como já disse e repito, é uma caixinha de surpresas. E essa, tão desagrdável, vai acompanhando o dia a dia de minha mama, confinada num quarto, de uma hora para outra. Que horror!
Só uma santa, como a considero, fica inerte, sem reclamar da vida, a não ser perguntar quando fica boa e quando vai descer na sua casa de primeiro andar.
Mãe: Deus está olhando você.

(*) A crônica sai triste, mas respeitando os meus sentimentos, faz sentido. Leiam e comentem no blog.

sábado, 29 de maio de 2010

UM DIA TAMBÉM TENHO DIREITO...


É que, às vezes, sinto uma falta de ânimo e uma vontade de fazer atividades que não me dão coragem.
Comparem-me a Clarice Lispector na inspiração e no intelecto. Não me achem, porém, melancólica tal e qual.
Tenho traços melancólicos, falta de companhia, tristezas infundadas, energias reduzidas, enfim, sou quase uma ilha, quando não poderia ser. Mas, tudo isto, ainda, não caracteriza a minha personalidade, o que eu sou na realidade. Os traços depressivos são momentâneos e reações normais, de alguma forma,`por não ser entendida, já dizia minha mãezinha, na sua perfeita consciência.
Aprendi a suportar, a calar e a não pedir socorro. Só não tenho a alegria que quisera ter.
Não se assustem e nem se abalem. Os tempos de chorar, por tanta coisa, já passaram. Apesar de tudo e de muitos, tenho em Deus a minha fé e, dentro do suportável, superei os seus limites...
Ai, tarde de sábado, por que me abates emocionalmente, quando o dia é de lazer?
Não quero recaídas e nem vontade de procurar a cama.
Quero vida e aconchego. Mas, se não tenho este mimo e não dá para reavê-lo, saio, novamente, pela tangente, passando todos os atoleiros.
Puxa, acreditei em verdades regadas à falsidade. Tarde demais descobri o engano. Assim, portanto, sofri o desencanto.Entendam quem puder...
Digito , neste laptop, o que não quero ou não posso guardar na mente. Esta, por vezes, "reclama" o tormento do desafeto.
Vamos, andem e caminhem rápido, enquanto podem.
Foi de uma hora para outra que a minha mãe deixou de andar.
Por que confiarmos na certeza/ incerteza de morrermos sãos?
Será possível uma incongruência dessa?
Hoje misturei conteúdos, que fazem morada em minha mente, numa total obnubilação da consciência...é que um dia, também, tenho direito a me desestruturar...
Deus seja louvado.

(*) A crônica hoje sai diferente. Os psicólogos por formação ou os psicólogos empíricos e psiquiatras entenderão melhor. Leiam e comentem no blog.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

NÃO LHES FAÇA ABRIR OS OLHOS.....


Ando correndo atrás da solidariedade, na certeza de que ela existe.
Mesmo sabendo que não é fácil encontrar os pródigos e, sim, os esquecidos de tudo e de todos, ainda temos a esperança e a mão de Deus, que nos acompanham, quando somos pessoas com fé e de bons sentimentos.
Confesso, leitores, que, mesmo assim, ciente e consciente do que seja a humanidade, fui vítima de decepções causadas por sentimentos de indiferença decorrentes daqueles que, na roda gigante, vêm andando, sempre, nos lugares mais altos.
Palavras de bondade, já estou num patamar que prefiro não tê-las. Disso, tenho certeza. Estas teriam que ser, mais do que verdadeiras, muito puras. Ainda não fui agraciada por elas.
Mas, os indivíduos não são todos iguais. Em meio a uma multidão e aos próximos dos próximos, ainda encontramos, em número contado, aqueles que possuem bons corações, são capazes de sentir com o outro a sua dor, são os mais dignos dos dígnos, não esquecem que a roda gigante gira e, muito mais do que isto, foram feitos , provavelmente, à semelhança de Deus. Eles não veem o vil metal como o principal valor de suas vidas. Há quem veja, e como!
Para estes poucos, a quem não cabe eu citar no meu blog, rezarei de joelhos, se possível for, todos os dias e agradecerei todos os seus gestos.
Em meio a um turbilhão de preocupações, há sempre corações generosos, que nos estendem as mãos e se unem a nós, dando o alento que nos conforta, sem indiferenças e desprezos.
Já pensaram o que será daqueles que nos deram as costas e um dia venham, por acaso, a passarem por momentos de apreensão? Quando os próximos já estiverem em número reduzido?
Valha-me Deus, que eles nunca sintam a dor de um grande pesadelo! Terrível pesadelo...
Sinto que, muitas e muitas vezes, os indivíduos se acham muito altivos para se conscientizarem de que a gente colhe o que planta. E pior é que é mesmo...
Daí porque esta crônica.
Quem sabe uma boa reflexão não lhes faça abrir os olhos!
Deus seja louvado.

(*) A crônica sai hoje mais tarde, em dia atípico, mas ainda voltarei ao assunto. Fico devendo, aos meus queridíssimos leitores, uma grande explicação. Leiam e comentem no blog.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

TENTANDO SAIR PELA TANGENTE...


Quer queiramos ou não, todo indivíduo deve andar de mãos dadas com a Lei, evitando consequências, por vezes, irremediáveis.
A minha labuta começa cedo com o meu trabalho na Universidade, onde, também, realizo atividades de análise de Projetos, evidentemente de acordo com a Legislação maior de Instâncias Superiores, como é o Conselho Nacional de Educação.
No meu dia a dia trivial há, também, a preocupação maior de agir sem ferir os Direitos Humanos, enfim sempre em obediência à Lei Maior, que é a Constituição.
Todos esses deveres devem ser respeitados de forma totalmente irrestrita.
Começo o meu texto com uma abordagem mais formal. No entanto, como já disse colega minha, hoje, na Universidade, estou me apresentando mais light.
A vida, envolvendo as alegrias e os sofrimentos,os ganhos e as perdas, vai nos ensinando, independente de idade, sexo e cor, a nos comportarmos de acordo com as nossas experiências, evitando, em nós, aborrecimentos, estresses e até mortes precoces.
É isso aí, sem tirar e nem por. Basta, quase, ter uma inteligência, diagnosticada como média, para se usar de artifícios e tirar proveito do que se tem de bom. Junte-se a isto a sanidade mental do indivíduo, já que o intelecto , apenas, não resolve as questões...
Finjo não perceber certas atitudes indicadoras de agressividade, tentando sair pela tangente, fazendo-me, muitas vezes, de portadora de dificuldade de compreensão e lá se vão outros fingimentos inocentes.
Com o tempo aprendi muita coisa e me trabalhei, com resultados positivos, nas perdas e nos sofrimentos.
À minha maneira, e de caso um tanto pensado, dei um giro no modo de enfrentar a vida, nas suas injustiças, desde que não venha a ferir o direito de cada um , a consideração positiva incondicional e a aceitação dos outros, em fases de reconhecido sofrimento.
Na verdade, meus leitores de todo dia, tudo como penso.
Só não posso afirmar que a Lei sou eu, obviamente!

(*) A crônica sai hoje interessante, na minha ótica, dando direito a reflexões e conhecimentos. Leiam e comentem no blog.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

SERIA O AGRADECIMENTO MAIS SEM ESCRÚPULO...


Não há nada de surpreendente nas atitudes dos nossos próximos a quem já aprendemos a conhecer.
Disse em uma das minhas crônicas, e aqui reitero, que o tempo me ensinou a dominar as emoções, a suportar, a me calar e, até, a me tornar um tanto insensível dentro dos limites da solidariedade humana.
Sempre reconheci que as palavras ferinas, recheadas de ingratidões e de injustiças, são as que mais doem nos indivíduos que as escutam. Nem essas me abalam tanto, nos tempos de hoje.
Tenho até receio de me tornar demenciada. Que horror!
Mas, conversa vai e conversa vem , faço hoje um louvor aos médicos. Estes, que são quase sacerdotes, merecem a nossa gratidão e o nosso respeito. Tenho em mim esses sentimentos incorporados e as minhas atitudes sempre refletem esses sentimentos.
Incrível deixar de reconhecer o que alguns médicos já foram para nós, atendendo-nos, diagnosticando e tratando, num espírito de humanidade e de cumprimento do dever.
A estes agradeço de joelhos, se possível for.
Falo nos médicos, posto que a Medicina é, para mim,a Profissão mais respeitada.
Feliz daquele que se viu assistido e curado por um Doutor.
Daí porque dar-lhe às costas, como dizia o meu pai, seria o agradecimento mais sem escrúpulo que se poderia reconhecer.
Cá, com os meus botões, palavras, agudamente, pronunciadas contra médicos que um dia amenizaram nossos sofrimentos, das duas uma, ou deve ser revolta, ou aquele sentimento abominável da inveja transformada em ingratidão.
Valha-me Deus!
De qualquer forma, de uma coisa temos certeza: muitos médicos terão o céu.
Rezemos juntos, com muita fé, por nós, por todos e, especialmente hoje, pelos médicos.
Agradeçamos a Deus e aos médicos, Seus discípulos.

(*) A crônica sai hoje como um chamamento à necessidade de respeitar e de agradecer... leiam e comentem no blog.

terça-feira, 25 de maio de 2010

O PIOR É A SOLIDÃO


Como escrever neste espaço em branco e preenchê-lo com palavras vazias que acompanham os meus sentimentos tão profundos?
Como fazer uma crônica se o mundo, em tão pouco tempo, encarregou-se de povoar as nossas mentes de tantos desencontros?
Não há o que falar e nem o que expressar. A depressão esvazia os sentimentos e consegue parar os movimentos.
O escuro e o claro se confundem num turbilhão de cores, onde a esperança supera, mas não atrofia o sofrimento.
Hoje não dá, leitores. A passividade tomou conta do meu ser. Não consigo ver o próximo. Alguns fugiram de mim e outros sofrem tamanhas dores.
O texto não é enigmático, é real e encobre verdades que pertencem a cada um. Há um grande túnel e nós não conseguimos chegar ao seu final.
Como fazer desse espaço em branco o espaço de cada dia?
Não existem respostas. Existem expectativas, tempestades e desencontros de partidas. Pessoas que se mudam e que padecem, outras que vivem momentos de tristezas. O pior de todos é a solidão.
A indiferença de alguns é vivenciada, neste momento, pelos sofredores, como o pior dos sentimentos. Dói na alma e no físico. E como dói!
Os indiferentes esquecem de tudo e de todos...Que horror!
Deixei este espaço para Deus, a Quem suplico derrame todas as Suas bênçãos.

(*) A crônica foi escrita ontem, mas postada hoje. Foi feita num momento de grande reflexão e de depressão. Leiam e comentem no blog. A autora aprecia.

domingo, 23 de maio de 2010

PORQUE HOJE É DOMINGO.....


Confesso, leitores, que depois de uma crônica inspirada e fundamentada, como foi a de sexta -feira, há uma lacuna na minha inspiração que, na maioria das vezes, está sempre presente, mas em outras, foge em grau considerável e instala-se um certo embotamento.
É como se esta crônica, ou texto, tivesse que sair à altura e coisa e tal.
Mas, hoje é domingo e , como é de se esperar, tudo deve ser leve e fagueiro. Dou um toque no blog para não deixá-lo "dormindo." Não há, porém, uma preocupação em mim de intelectualizá-lo e de buscar temas mais densos e palavras mais sofisticadas.
O dia, mais friorento, muito pouco, mas o suficiente para abater os ânimos do indivíduo, deixando-nos mais entregues a um estado de sonolência , que chega a dopar ,um pouco, o mais energizado de todos.
Tenho pensado nos dias recentes e, principalmente, nos que estão por vir. Há em mim uma preocupação, que eu mantenho latente, porque ,também, tenho o pudor como um dos meus companheiros.
Os dias , contados e pensados, vêm constituindo objeto de pensamentos meus, posto que o tempo urge e o caminho não é fácil. Existem atoleiros que, se Deus quiser, iremos sair deles com o peito erguido.
Como se vê, pensamentos meus vão se transformando em conclusões pessoais e, porque hoje é domingo, estou perseverando no meu tema , que é muito intrínseco. Por enquanto segredado, irei socializá-lo, conforme tenho pretensão. O livro vai se vestindo e, vocês meus queridíssimos leitores, serão pioneiros na minha revelação...
Saudades de amigos tão presentes no meu dia a dia. Não esqueci de vocês. Amanhã reapareço com força e garra!!!

A crônica de hoje é pequena, mas escrevi com afeto, sempre acreditando que a fé e o amor ao próximo são os norteadores das nossas realizações, sem os quais não venceremos. Leiam e comentem no próprio blog.