A preferida

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DAMA DE VERMELHO

domingo, 18 de julho de 2010

"PARA VIAJAR É PRECISO EXISTIR"


Eita que a vida é complicada, complexa , difícil de ser definida e impossível, quase, de se prever o futuro.
Estes dias andei fazendo umas viagens em torno do meu quarto , talvez a maior viagem que podemos fazer em vida. De ollhos fechados, vislumbramos, ainda mais ,os sonhos, as realidades, as mentiras, as máscaras que, porventura usemos, os falsos , os ingratos, os prepotentes e as realizações possíveis. Não precisamos de corre corre e nem de tirar fotos para mostrarmos nossas alegrias verdadeiras, ou não.

Sabemos que, ás vezes ,em viagens distantes, sorrimos para não parecermos tristes. Que ilusão de prazer mostrarmos a face alegre, enquanto as lágrimas correm pelo coração. Valha-me Deus!!NÃO QUERIA ESTAR NESTE NAVIO.
Nas nossas viagens , em torno do quarto, tiramos conclusões e aprendemos a caminhar melhor. Às vezes sofremos, mas, por vezes, aprendemos a enfrentar as fatalidades com mais forças e menos dissabor.
Compreendam que o que digo não é regra geral.
Mas, Não é preciso ir longe, viajar por mares, para sentirmos os maiores prazeres, ou sim, as maiores depressões. Estas grandes viagens também podem nos levar a reflexões e a saudades exacerbadas. Ai de quem dessas tristezas não partam para às ações. Irremediavelmente, cairíamos em depressões que fariam de nós viajantes, assim acometidos, livres de qualquer prazer esperado.
Falo como psicóloga, ou não, por experiências, algumas próprias e outras contadas.
É preciso estar preparada para saber agir, gostar de viagens e ter já esquecido uma possível dor. Viajar como solução é buscar problemas. Falo de cátedra e com vivência de muitos anos.
Mas, voltemos a minha viagem em torno do meu quarto. Se foi sofrida? um pouco. Se foi prazeroza? Também. Estava amarrada ao quarto e comecei a refletir sobre a roda gigante da vida. Hoje em posição inferior, sentada , tal e tal. Amanhã , quem sabe , no patamar superior da roda giratória. Não é assim, muitas vezes, a vida?
Lembrei-me do meu pai , quando dizia: "o melhor lugar do mundo é a casa da gente."
E por que não posso concordar com ele, mesmo numa situação inusitada?
Quem haverá de discordar do poeta Fernando Pessoa, quando disse:
"PARA VIAJAR É PRECISO EXISTIR"
(*) a crônica sai hoje , seguindo o meu tom. Leiam e comentem. Agora peço que, se puderem, no próprio blog. Tão bom socializar, leitores queridíssimos!!!

sábado, 17 de julho de 2010

"FASES DE ANDAR ESCONDIDA...."


Os dias passaram tão rapidamente que quase não me dei conta de que não havia escrito no meu blog. Estranho essa minha conduta, deixando de lado este espaço virtual tão meu e tão querido.
Acho que dei um descanso aos meus leitores diários e generosos, provavelmente em boa hora. Não há quem não se sinta fatigado com tantos textos diariamente.
Pelo sim e pelo não, estou de volta numa das muitas noites de sábado, seguindo, na medida do possível, o ritual do dia.
Não diria que foi tão igual. Reflexões várias surgiram, enquanto o meu esposo fechava um Diagnóstico sobre mim. Nada preocupante...
É que em tempos de preocupações, a gente sempre se sente temerosa das doenças e , essencialmente, dos Prognósticos.
Mas, deixemos esses assuntos para lá, pois nem são agradáveis a mim e menos ainda a vocês, em plena noite de estrelas brilhando, alvissareiras e gloriosas.
A noite misteriosa , como sempre, está aí se oferecendo toda com os Restaurantes e as baladas tão procuradas pelos jovens. Há um quê de satisfação neste público que curte o sábado com uma intensidade galopante. Que haja sensatez e que haja cautela!
Confesso, leitores, que uma certa passividade toma conta do meu ser, como se a inspiração não fosse o foco principal do meu momento.
Com variados pensamentos, as idéias se misturam e eu não consigo discernir cada situação, num palco de tantas entradas. Procuro descobrir a que melhor me levará ao caminho certo...
No momento, estou sozinha, buscando a paz tão sonhada por todos nós.
Procuro a minha varanda para, poeticamente, sentir o vento e apreciar a lua. Este é o meu lugar favorito.
No meu íntimo faço, como uma menina, os meus pedidos, confiante que serei atendida. Não se acredita que a fé move montanhas? eu também acredito.
A noite quase se repete acrescida de reflexões trazidas pela incerteza das incertezas. Ou, quem sabe,pelas certezas das certezas, daquelas que não podemos falar , porque o silencio se faz necessário.
Deixemos que eu possa filosofar um pouco, mesmo como amadora.
Sem usar metáforas, não sei, ou não sabemos, como se comportar num jogo onde não existem , pelo menos, perspectivas. Essas constituiriam a esperança.
Quando parei por uns dias, talvez estivesse repetindo o que disse Cecília Meireles:" Tenho fases como a lua. Fases de andar escondida, fases de ir para a rua.!"

(*) a crônica sai sem sabor , mas sai . Depois melhora, podem acreditar. Leiam e comentem no espaço do blog.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

"O TEMPO NÃO PARA......"


A semana passou suavemente sem novidades interessantes ou tão boas, como sempre referiu a minha mãe.
Sem trabalhar, fiquei um tanto passiva ou mesmo apática, coisa que não é do meu feitio.
Com tudo isso, com a minha perseveração em refletir as coisas da vida, tirei algumas conclusões que até podem interessar. E por que não?
Amo a juventude, principalmente nos tempos de hoje, caminhando a passos largos de acordo com os seus valores e perspectivas.
Como se sabe , o futuro nem sempre pode ser previsto. Difícil, muito difícil.
Aplaudo, no entanto, a atitude de muitos pais que orientam os seus filhos em seus caminhares, na tentativa de prepararem o que vem depois...
A vida é difícil. Gosto de ver jovens lutando por um lugar ao sol. Às vezes pouco tiveram em sua infância e adolescência e é chegada a hora de lutar.
O outro lado da moeda mostra os que sempre tiveram e caminham, pensando que uma vez assim sempre assim.
Sempre que posso , em palestras informais, ressalto o estudo e o trabalho como molas mestras de um futuro mais seguro.
Presto muita atenção a tudo, até as letras de músicas. Lembro CAZUZA dizendo: O TEMPO NÃO PARA...
Se assim é, por que perder tempo, quando uma vez passado o tempo , difícil será retroagir?

(*) a crônica sai rapidamente, mas leva os leitores a uma tomada de consciência, sejam os pais ou os próprios jovens. Leiam e comentem no blog.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

QUE NÃO FOSSE EM BRANCO...


Dei tempo ao tempo. O dia de hoje parecia que iria me dar uma inspiração maior, mas nada disso aconteceu. Gostaria de escrever uma das mais belas crônicas de que fosse eu capaz.
Fisicamente fraca, por problemas respiratórios, atribuí ao fato a minha inspiração não muito interessante.
Fui lá e fui cá e continuei a buscar e a rebuscar conteúdos capazes de satisfazerem aos meus leitores.
Já um pouco convencida de coisa nenhuma, imaginei que estes meus leitores perdoariam ou aceitariam qualquer matéria, contanto que não fosse em branco.
Pensei na noite que passei. Com problemas de insônia, um pouco de falta de ar, uso de nebulização e tal e tal, venci o período noturno.
Foram momentos um tanto sofríveis, mas não queixosos com tantas intempéries que existem neste "mundão de meu Deus."
Ainda tive tempo de refletir e de tomar algumas atitudes que muitos haverão de notar.
A noite pareceu mais longa, é óbvio, fazer o que? Melhor pensar nos que estavam vivendo o momento, com toda a alegria, em lugares sofisticados e até com roupas ousadas.
Haveria de passar a noite intranquila, como passou, embora se avizinhe algo parecido.
Vou me preparando física e mentalmente, pensando nos que se arrumam para viver o glamour que a noite oferece. Há quem pense em beber e outras, a quem não quero julgar,que passam o seu vestuário no mais fino rigor da "decência."
E haja ironia!!!

(*) a crônica sai hoje um tanto arrumadinha... Leiam e comentem no blog.

terça-feira, 13 de julho de 2010

SAUDADE DA SAUDADE...


Iniciei o meu blog fando sobre SAUDADE.Inspirada, agradei a muitos. Ainda hoje leio essa prosa em forma de poesia para lembrar a minha primeira produção publicada neste espaço.
Hoje este sentimento volta a povoar a minha mente, trazendo recordações de anos atrás.
Estava com os meus dezessete anos quando grande amiga minha disse a mim, num momento de completa tristeza: "Pensei que saudade matava, mas não mata não." Referia-se a um namorado que havia rompido o vínculo. Anos depois até voltou e hoje estão casados. Fato difícil no tempo de hoje...
Mas, falando em saudades, recordei vários tipos de saudades: do meu pai que se foi e , cujo primeiro ano, me deixou mais do que saudosa, desolada. Saudade da minha infância e , mais ainda, da minha adolescência, quase idade adulta.
Tempos bons aqueles. Eu tão viçosa quanto feliz. Ingressando na minha pseudo independência, mas que me parecia, aos meus olhos, ser eu independente, vislumbrando opiniões que pensara já estivessem formadas. E até um primeiro trago no cigarro. Graças a Deus, ficou no quinto trago...
Saudades de minhas relações fraternas, mais puras quando ainda estávamos em casa dos nossos pais. Saudade das nossas besteiradas, eu e minha irmã caçula que, apesar de quatro anos mais nova do que eu, nos dávamos tão bem. Ríamos juntas, guardávamos segredos e outros, talvez , quem sabe , ocultamos porque não poderíamos brigar. Éramos irmãs-amigas. Tantos sorrisos que só a nós duas pertenciam. E aqueles tolos apelidos que ainda guardamos na memória.... Saudades, Fátima, de tudo que fomos e de tudo que não pudemos aproveitar, naquele tempo mais inocente...
Saudades de amigas, estas não foram muitas, mas deixaram em mim um pedacinho que guardo no meu coração.
Saudades antigas e atualizadas. Amigas/ colegas tão presentes em minha vida recentemente. Algumas permanecem e outras deixaram rastros de uma afetividade que ainda voltará , assim penso eu, quando o tempo, senhor da razão, bater em nossas portas com uma força descomunal.
Há ainda a Saudade da Saudade que eu não pude ter. Interpretem , quem puder!!!!

(*) a crônica é, essencialmente, Saudade. Leiam e comentem no blog.

domingo, 11 de julho de 2010

SEM MOTIVAÇÃO INTRÍNSECA...


Geralmente se diz que o auto elogio não pega bem. Acho e concordo com essa premissa.
Mas, leitores queridos e muito distintos, não estou a me engrandecer. Isso seria até uma falta de senso , seria pretender demais da minhas crônicas tão simples quanto, apenas, quase desabafos...
Quero, no entanto, dizer que me sinto bem quando escrevo e tudo isso aliado a uma ilustração tão pessoal acho bastante interessante. Gosto de admirar o meu blog. Afinal, nele sempre sou espontânea e tudo que faço ou modifico tem um quê de querer bem.
Já disse que para ser feliz o indivíduo deve em primeiro lugar gostar de si mesmo. Essa admiração do que faço é parte de mim. Não é leitores?
Poucas vezes abordo temas forjados. Sou de uma autenticidade a toda prova!
Estive um tanto ausente do meu blog. Bom para vocês, será?
Quando era estudante de Psicologia, na Universidade Católica, em prova mensal, teve uma questão que assim se apresentou: Explique:" O mundo todo se modifica por causa de uma gripe." Foi por aí a minha pequena ausência. Não estava com motivação intrínseca, embora com saudades desse nosso encontro diário.
Não sei quem sente mais falta , eu ou os meus leitores? Pelo sim e pelo não, deve ser a autora. Mas, nem sei. Com os meus textos refletindo o cotidiano, existem leitores que até gostam, se identificam e liberam tensões com assuntos um tanto pitorescos.
Cá com meus botões, pensei, neste momento, a Copa do Mundo acabou. A Espanha saiu vencedora. Sem o Brasil de frente, estava, por motivos afetivos, torcendo pelos espanhóis.
Então foi bom, muito bom!! Sem mais, nem menos.
Da minha célebre e comentada varanda, vi os prédios, espigões ou não, acesos assistindo todo o desfecho.
No meu prédio, garota descendente de espanhóis, gritava até se esguelar. Alegre e radiante foi buscar um bolo, já preparado, para comemorar.
Gostei de ver tanto entusiasmo. Alegria que contagia e nos faz bem...

(*) a crônica sai hoje suave e cujos objetivo principal é nos encontrarmos. Por isso, leiam e comentem no blog.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

NEM A GENTE SABE A RAZÃO...


Às vezes nem a gente sabe a razão. Adormeci após o almoço e acordei com um choro contido, embora quase convulso. Existiam encobertos motivos vários, mas eu não conseguia focar.
Deixei que passassem os primeiros minutos. Pensei que, talvez, houvesse sonhado e o superego não me permitisse fazer chegar o sonho a consciência. Parecia ter sido um pesadelo.
Passei a imaginar, a criar e a rebuscar. Estava com muitas saudades de minha mãe. Não por egoísmo, mas por uma pena indescritível, não conseguia vê-la envolta em tanto sofrimento.
Repensei a vida. Tempos idos e muito vividos. A figura materna tendo sido a principal pessoa em minha vida. Nela eu deposito o percentual maior de sua fina educação na herança de minha conduta e da minha postura quase aristocrática. Seria demais, não é leitores, essa conotação de aristocracia minha?
Mas, por certo, eu chorava por ela.
Sem querer levar aos leitores o meu sofrimento, digito essas palavras como um desabafo de grande dor.
Levantei-me e olhei o céu tão nublado quanto questionável. Já existiam muitos desabrigados e a chuva deveria fazer uma trégua.
Vislumbrei toda a paisagem, fazendo , como sempre, uma viagem até onde podiam chegar os meus olhos.
Lembrei-me de São Paulo. Essa recordação me persegue. Só Freud explicaria...
Recordei situações que não dão para esquecê-las. Imaginações de cenas e criações de momentos que, se não foram bons, tiveram um desfecho feliz.
Aqui estou, leitores queridos, fazendo para vocês quase um diário, enquanto adentro na noite, trazendo ao meu semblante a satisfação de tê-la mais uma vez.
Tantas vezes falei da minha atração pela noite. Hoje, mais uma vez, louvo os mistérios notívagos, o esplendor das estrelas e o meu amor pela lua cheia. Tudo isso me alegra e me dá paz!

(*) a crônica de hoje sai relatando momento de saudade e da minha grande atração pela noite. Leiam e comentem, se acharem sensato.