Como diz o poeta tudo tem o seu final. O número do telefone da casa da minha mãe não toca mais, ou se toca, não há mais quem atenda. Tento falar com as pessoas, acompanhantes dos últimos tempos que , talvez, numa atitude nunca imaginada, não pegam no telefone para me dar uma notícia, sabendo do meu caso como o caso foi.
Julgava-se a razão do meu infarto pelo mesmo motivo que, agora, ocorre. Pretendem o terceiro ou ignoram o estresse como algo que provoca acidentes que passam pelo meio entre a vida e a morte.
Ainda bem que a minha mãe, que tanto amou os seus seis filhos, que nunca deixou que um fato desse acontecesse, não sabe da realidade tão fria e contrária ao seu afeto.
O telefone parou antes que minha mãe pudesse ir embora. Penso que, um dia, no mais alto dos céus, ela possa ter conhecimento e pedir por todos, sabendo, nesse momento,que não , totalmente, adiantou o seu ensinamento maternal.
Todos que conhecem mamãe, sabe que foi exemplo vivo de doação plena. Imaginar que alguém, em especial acompanhantes, deixem um filho seu escutando o tilintar de um telefone a chamar sem que se atenda, seria o final do mundo.
Não, O telefone de mamãe não toca mais.
Prefiro acreditar que ele foi colocado no SILENCIOSO, do que sofrer a angústia de minha mãe, quando se for....
O teor do texto é forte, real e escancara um sentimento meu, pelo medo de morrer. Tenho medo da morte....
É um espaço para reflexões minhas, para relatos do cotidiano,algumas abordagens psicológicas, impressões pessoais sobre sentimentos, em forma de crônicas, textos e poesias, em alguns momentos. Espaço para Pensamentos de autores e Destaques para o escritor Nilo Pereira, através de Frases que marcaram a minha vida, como filha e como admiradora.
A preferida
DAMA DE VERMELHO
quarta-feira, 30 de março de 2011
sábado, 8 de janeiro de 2011
sábado, 1 de janeiro de 2011
FIM

Há uma surpresa no ar e a concretização do que venho pensando faz algum tempo.
Este blog está terminado. Já sei que blog eu faço na hora que eu quiser, posto que inspiração é o que não me falta. Herança intelectual fui eu contemplada sem lacunas. O meu pai, escritor Nilo Péreira, me deixou um grande legado.
Dizem que intuições existem. Tanto assim que na minha última crônica foram postados 05 comentários. Chegaram, brilhantemente, como desfecho e serviram para eu sair por cima, mas chegaram quase tarde. Mesmo assim, obrigada. Saio contente do cenãrio dos blogueiros.
Esqueçam o site. Não existem motivos para procuras e nem saudades. Foi tempo demais...Para quem se esquivou de um elogio, nada de arrependimentos. Tentem escrever, também. Alguns terão este poder, outros ficarão tentando, nada mais.
Nem saudades e nem retorno ao blog, apenas ESQUECIMENTO.
A AUTORA.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
"HÁ LÁGRIMAS QUE CORREM PELA FACE E OUTRAS QUE ROLAM PELO CORAÇÃO"

Mais um ano se vai e com ele, espero, todas as mazelas físicas e espirituais que estiveram circundando a minha vida e de tantos outros, que, muitas vezes, nem se aperceberam. Não é preciso ter sido acometido por mal físico para que tenha estado em apuros. A soberba , o rancor, as humilhações e as ameaças cometidas contra os seus irmãos, incluiundo a mim, foram abomináveis e repercutíveis.
A justiça , para mim, é a Divina, com certeza. Como já expressei, já agradeci e já dei o meu perdão. Confesso, leitores, que só não consegui esquecer.
Hoje peço à Deus que não me deixe mais lembrar. O estresse andou me circundando em quase todas as esferas, até de quem nunca imaginei. Fui benevolente em excesso. Não sei se valeu a pena.
Não gostaria de estar abordando este tema neste dia 31, quando o ano se vai e muitos só se lembram de fogos, esquecidos, talvez, que Deus nos espreitou e nos espreita.
Faço essas alusões, por vezes incômodas, mas é que , meus leitores, "são lágrimas que correm pela face e outras que rolam pelo coração."
Os estresses desse ano foram muitos , incontáveis estresses. Partiram de quase todas as esferas e estas são tão claras, para quem me conhece, que seria redundância elencá-las.
Sei muito bem a quem ,verdadeiramente, eu faria falta, imensa falta: a minha doce filha , meu tesouro, tudo de melhor que já me aconteceu, a minha riqueza e o motivo pelo qual eu lutei, com todas as armas, para viver.Para ela nunca, jamais seria esquecida. Ao meu esposo, companheiro fiel e amigo, doado e extraordinário sempre, em seus 27 anos de convivência.
Confesso, leitores, que pela primeira vez, senti a morte de perto e tive medo. Perguntei-me , váris vezes, para onde iria eu...
Não posso esquecer o carinho e a solidariedade dos meus cinco irmãos: Geraldo, Beatriz, Roberto, Tereza e Fátima.
Meu carinho especial as minhas sobrinhas Carol, Cristiana, Roberta e Patrícia.
Minha gratidão ao meu genro Rafael, de uma fina educação e de grandes sentimentos.
Perdoem se no momento, com o meu estado um tanto confuso naquele instante, esqueci alguém. Meu agradecimento, também, a Renata, sobrinha que me escreveu um e-mail de solidariedade e que me deixou extremamente feliz, haja vista estar viajando na época.
Não tenho palavras para agradecer tantos e quantos telefonemas dos meus cunhados e as visitas de Tsai, cunhada, e de Mary, cuncunhada.
Aos meus amigos/ colegas Rosário Lapenda (extremada dedicação), Terezinha Quaresma, Shirley Cabus, Felizete Santos e Derçulina Tavares , os meus mais sinceros agradecimentos. Sei , ou até já sabia, que com estes poderia eu contar. E a tantos outros que, por certo, esqueci sem intenção.
Aqui faço um agradecimento mais do que especial, carinhosíssimo, a minha amiga/ escritora Ceicinha Câmara que, de Portugal, foi uma amiga especialíssima. Para ela ainda dedicarei páginas inteiras.
Ainda terei que agradecer as grandes amigas Luciana Muniz e toda a turma, as minhas eternas amigas da Bandouche e da Lavanderia Cinq à sec.
Mas, hoje é final de ano. Hoje perdoamos tudo ou quase tudo. Dizem que até dívidas...
Para todos muitas felicidades. Que 2011 seja de realizações de sonhos. Que a paz ainda possa reinar. Que o homem se afaste das agressões, seja humilde, esqueça a arrogância e o poder efêmero. Que nunca se utilize de soberba, principalmente "do orgulho de coisa nenhuma."(Nilo Pereira- meu pai).
Que Deus derrame sobre a minha mãe querida as suas bênçãos e coloque sobre ela suas Mãos!
Que a Balança , símbolo da Justiça, esteja sempre equilibrada . Que somente Deus julgue e , na sua misericórdia, não nos abandone e sempre nos proteja.
Deus seja louvado!
A crônica está aí. Leiam e comentem, se for oportuno. A autora gosta.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
AGRADECIMENTOS E PERDÃO...

É chegada a hora de agradecer aos meus leitores, amigos verdadeiros das horas, principalmente, incertas, toda a solidariedade a mim prestada num momento meu de muita insegurança e de agonia.
Agora sei quem rezou por mim, quem se preocupou comigo, quem foi autêntico, quem se manifestou com soberba e , até, quem se esquivou um pouco de um comentário a mais.
A gente sabe que as coisas vão e voltam e que o mundo é não somente bom.
Decepcionaram-me os que se afastaram e os que, acostumados a me prestigiarem no blog, se ausentaram para não se mostrarem, talvez, PUBLICAMENTE. Ainda desconheço as razões para tanto. Sofri com isso....
É chegada a hora, também, do meu perdão.
Para todos rezarei o Terço e procurarei seguir a Oração de São Francisco.
Abraços e beijos,
a autora
sábado, 25 de dezembro de 2010
MAIS UM NATAL DE MUITOS NATAIS....

É noite de sábado de mais um Natal de muitos Natais. Há um cheiro , ainda, de festa do dia anterior. A minha casa , preparada com todos os requintes natalinos , esteve esplendidamente iluminada de luzes e de amor , tal qual é o nosso pequeno núcleo familiar. Saudades do dia que se foi tão maravilhosamente encantador. É sabido que os jovens dão um colorido mais deslumbrante aos momentos de festa e de glamour, principalmente quando se amam. Devo essa noite mais linda ao casal que , descontraidamente, rodopiava valsas, distribuindo juventude ao ambiente. Dois grandes amores da minha vida.
O dia hoje foi diferente. Além da ressaca, um toque de monotonia. A noite de Natal deixa um quê nostálgico que nos embala num sono avassalador. Mas, a sala ainda guarda o perfume que ficou no ar, fazendo-nos lembrar que a noite foi de luzes.
Mais um Natal de muitos Natais. O tempo que levou o meu pai e o tempo que fez a minha mãe ausente da realidade, sofrida e enferma.
A saudade bate em mim de forma diferente. Tanta união e tanta dedicação dos meus pais. A família que rezava o amor, a paz e, sobretudo, a união. Há uma interrogação sobre o que foi plantado e sobre muito mais... acho que nada foi em vão. Os pais , quando semeiam, os frutos são eternos.
Mas, a minha festa, repentinamente, preparada ainda soa em mim. Às vezes, o que é feito quase de improviso tem um sabor mais gostoso e o amor que motivou supera o preparo antecipado de uma festa quase festa...
A crônica está aí. Leiam e comentem no blog. A autora gosta.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
REPAGINANDO...

Andei repaginando o meu mundo interior e tudo que me circunda. Mudei valores, repensei a vida e , até a morte, diminuí os estresses, tornei-me mais tolerante, acreditei no outro, deixei de me incomodar com os desprezos e com as agressões.
Estava também na hora de mudar o meu ambiente. Transformei a casa, dei outro tom as minhas salas, mudei alguns móveis e escolhi os quadros que me agradavam, fazendo-me imaginar o imaginável e o inimaginável.
Creiam vocês, leitores, que até a minha varanda tornei-a mais deslumbrante!
Meus pensamentos se elevaram a Deus e me fizeram não só pedir como agradecer. Este é um ponto que não pode ser esquecido e, aí, eu me ajoelhei quantas vezes achei necessário, rogando, implorando a misericórdia e agradecendo .
Meus pensamentos estiveram flutuando numa velocidade galopante e numa variedade de conteúdos sem limites.
Quando se passa por situação onde a morte circunda , quando nunca se imaginou a possibilidade de ir parar no mais desconhecido lugar, tem-se uma experiência de medo, de pavor , de um sentimento indescritível.
Vivi momentos que me deixaram pensativa, insegura e apegada à vida. Como é bom viver! Horrível esse drama. E, então, tenho experimentado pensamentos de medo e de paz, de insegurança e de fé. Somente quem já passou, é capaz de imaginar.
E, aí, passo, para vocês, uma experiência: preparem-se para a vida eterna, sejam pessoas boas, sejam sempre doadas e pródigas. Nunca se deixem viver este momento inusitado.
Hoje, eu sou outra pessoa: amante da vida, desligada de ganâncias e desapegada aos bens materiais. Nunca deixarei que fujam de mim os meus sentimentos bons..
Pensamentos flutuam em minha mente. Eu arquivo o que me faz bem e jogo fora tudo que não me faz.
A experiência me fez repaginar o meu interior e o meu exterior...Que beleza!!!
(*)a crônica está aí , escrita em frações de segundos. Obrigada pelos comentários feitos no blog e por e-mails. Obrigada, Rosário, pelo comentário postado no facebook. Fiquei contente.
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